Inteligência artificial nas empresas e gestão de riscos

A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas brasileiras. Ela está presente na automação de processos, na análise de informações, na produção de conteúdos e no apoio a diferentes atividades do negócio.
Segundo a TIC Empresas 2025, realizada pelo Cetic.br, 17% das empresas pesquisadas já utilizavam alguma tecnologia de inteligência artificial. Entre as empresas de grande porte, esse percentual chegou a 50%.
A tecnologia pode trazer ganhos para diferentes áreas, mas sua entrada na operação também cria questões sobre dados, decisões, segurança e responsabilidade.
Governança e responsabilidade no uso da IA
À medida que o uso da IA se integra às atividades do negócio, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passa a fazer parte de processos e tomadas de decisão.
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) destacou em 2026 que ferramentas de IA já são utilizadas em diferentes níveis das organizações e, em alguns casos, antes da definição de critérios, políticas e responsabilidades claras.
Esse cenário exige regras e responsabilidades claras para orientar o uso da tecnologia. A governança de IA ajuda a organizar como ela pode ser utilizada, quais informações podem ser compartilhadas, quando é necessária uma revisão humana e quem responde pelas decisões tomadas com seu apoio.
Um exemplo real envolve uma companhia aérea canadense. O chatbot da empresa forneceu uma informação incorreta a um cliente sobre uma política de desconto. O caso foi levado à Justiça, que concluiu que a companhia continuava responsável pela informação apresentada pela ferramenta.
O episódio ilustra bem os riscos de adotar inteligência artificial sem considerar suas limitações. Automatizar uma atividade não significa transferir para a tecnologia a responsabilidade pelo resultado.
A gestão de riscos precisa acompanhar as mudanças da operação
Quando novas tecnologias passam a fazer parte da rotina de uma empresa, elas também podem mudar a forma como os riscos se apresentam. Por isso, o uso da IA precisa ser analisado de forma ampla, considerando seus impactos na operação.
O IBGC trata a adoção da inteligência artificial como uma agenda que envolve estratégia, gestão de riscos e responsabilidade dos administradores. Dependendo da atividade da empresa, isso pode incluir riscos cibernéticos, responsabilidade profissional e outros impactos relacionados ao uso da tecnologia.
A gestão de riscos ajuda a organizar essa leitura e a entender como prevenção, governança e proteção podem atuar de forma integrada.
Nesse processo, a expertise de uma corretora contribui para avaliar como novas exposições podem impactar o negócio e quais necessidades de proteção surgem a partir delas. A N&G apoia seus clientes nessa análise, considerando as particularidades de cada negócio e as mudanças que podem alterar seu perfil de risco.
Manter essa leitura atualizada ajuda a empresa a tomar decisões de proteção mais conscientes e alinhadas às mudanças da operação.